Filtro de Mentes

Mês: março, 2014

A vida tem dessas coisas. Algumas vezes alguns de nossos familiares não se fazem presentes além do sangue que é bombeado incessavelmente a todo minuto. Outros são presentes, mas nada que te faça lembrar toda hora deles. Poucos, então, são tão presentes que se perde a noção do quanto é importante para o equilíbrio de nossas vidas.

Em uma família, na periferia da cidade de Salvador, existem três filhos homens. (Não sei se tem alguma mulher, pois não foi mencionada na conversa). Todos estão envolvidos negativamente com um grupo de tráfico que ronda o local. Um está preso, outro foi recém-liberto e o outro foi ameaçado de morte. Eles não tem pai e a unica figura que fora responsável por eles é uma mulher que chamarei de Danae.

Danae sacrifica sua vida por seus filhos. Seus filhos, no entanto, não reconhecem as ações de Danae. Eles saem da cama, usufruem de sua água, seu pão e seu amor e andam porta afora sem dizer um até logo. Pelo contrário! Cobram-lhe o almoço. Mas esses são apenas os que vivem com ela. O primeiro filho está hoje na prisão, cobrando-lhe visitas e acessórios de limpeza pessoal. Danae é cobrada vinte e quatro horas por dia. Sim… vinte e quatro horas por dia. Em seus sonhos, há um ser que insiste em dizer a ela que no dia de amanhã, deve continuar fazendo o que se faz. – Um ser de roupa branca e luz amarelada ao fundo. Não se sabe quem é até hoje.

Então Danae levanta. Levanta e faz café. Cafeína ajuda a levar o dia e colocar um sorriso nessa tez tão cansada. Dá comida aos filhos livres, dá presentes ao filho condenado e permanece trancada nessa jaula com uma placa escrito: Vida.

– Capistrano

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Ações.

Minhas ações mal pensadas são vilãs de meu sentimento ingênuo. Meus desejos gritam e meu coração sussurra… Devo pensar no que eles refletem, em que eles refletem. Devo ouvir sussurros, e não gritos. Enfim:  reeducarei minha audição a não ouvir a frequência dos desejos. Dos hormônios. Fala, coração.