Filtro de Mentes

Mês: maio, 2015

Uma pausa pro café: monólogo pra ninguém.

Não um bate papo em si, mas um monólogo gostoso e necessário de se fazer:
Leio suas palavras com um nó frouxo na garganta que vai se apertando até o ponto final.
Me questiono sobre o que exatamente se refere. Me questiono o que você está vivendo nesse exato momento.
Não consigo (ou não quero) aceitar que possa ser sozinho sem mim. Que possa gostar de ser sozinho sem mim.
Eu queria ser sozinha contigo. Estava feliz com essa ideia… era meu ponto gravitacional, todo peso dos meus atos se dirigia a isso.

Sabe, eu não sou um bicho. Não um com apenas uma cabeça. Sou complexa, então insira quantas cabeças julgar necessária em minha imagem. Preciso de solidão também… mas daquela pequena solidão, de compartilhar as coisas com uma pessoa só, de viver seu mundo, de viver no seu quarto escuro com cor de madeira.

Sinto saudades.

Estou ocupando minha mente para não pensar nisso. Porque se eu pensar… vou desabar.
Me imagine caindo nas lembranças e nas palavras ditas e escritas, e nas músicas, e nas luzes que vimos, nos filmes aos quais assistimos, nos toques que nos demos, nas sensações. Muita coisa, muitos anos.

Não sei se conseguirei me curar.

Fim do café.

– Capistrano

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Análogos inconstantes

Se duas montanhas; duas depressões

Se três relevos; três encaixes

Se duas almas; um corpo

Uma crença popular clichê que vence o tempo e a ciência que é essa de acreditar que quando se ama alguém dois corpos ocupam o mesmo lugar.

Ninguém é obrigado a acreditar ou viver tal baboseira, mas, se o fizer, virá me contar – por favor – do primeiro dia que se sentiu feliz.

Capistrano

Aroma

É o metro quadrado mais cheiroso do planeta.

Embora a janela permaneça sempre aberta e o vento seja um visitante assíduo, os aromas de amores ainda circulam por lá. Como se fosse um ótimo meio de proliferação onde qualquer tipo desse sentimento [amor] crescesse e se reproduzisse rapidamente. Hoje em dia, porém, só uma pessoa lá reside, e sofre, sufocada de tantas lembranças de bons momentos, de perdas ruins.

Se pudesse, escancarava mais ainda as janelas.
Mas seria inútil, pois eis o problema: a porta está sempre aberta.

– Capistrano

Dicionário.

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